Quando a relação termina

… mas o corpo ainda não

Há coisas que viajam connosco. Ficam no corpo mesmo depois de uma relação terminar.

São memórias, tensões, medos e formas de nos protegermos que aprendemos sem perceber. Muitas vezes a cabeça já seguiu em frente, mas o corpo continua a carregar aquilo que ficou por sentir ou por libertar.

Uma relação termina, mas nem sempre aquilo que sentimos termina com ela. A dor, o medo e a desconfiança podem ficar marcados em nós, e o que fica por libertar não desaparece. Projeta-se na relação seguinte.

 

A pessoa muda, mas o padrão continua

É por isso que, tantas vezes, a pessoa muda e o padrão continua. A forma como reagimos, como nos protegemos, como esperamos ser magoadas, é a mesma.

Quando entramos numa nova relação, levamos connosco as anteriores, as experiências que nos marcaram, o que aprendemos a fazer para sobreviver, memórias familiares e bloqueios que nem sempre conseguimos explicar, mas que sentimos no corpo.

 

O caminho para o desbloqueio

Desbloquear começa por reconhecer o que ainda está por resolver. Depois, dar espaço para sentir o que na altura foi evitado por ser demasiado doloroso (o choro que ficou preso, a raiva que não saiu, o medo da rejeição). E por fim criar um encerramento verdadeiro, não apenas no tempo, mas também no corpo.

Por isso deixo-te uma pergunta, para levares contigo com calma: o que é que essa relação deixou em ti que precisa de cuidado?

 

Escolher a partir da consciência, e não da carência

Quando ainda não tivemos oportunidade de nos reconstruir, é mais fácil escolher a partir da carência do que a partir da consciência. E a carência nem sempre é a melhor conselheira, mas sim um sinal de que há uma parte de ti à espera de atenção.

 

Se quiseres abrir caminho

Vem falar comigo. Começamos por partilhar e trazer à superfície o que está guardado. Depois entramos na parte energética, com o envio de energia para limpar o que está a bloquear.

 

Com carinho,

Patrícia

 

limites saudáveis