Quando pensamos em energia, é quase inevitável lembrarmo-nos da natureza.
Há algo nela que nos devolve a nós mesmos.
Uma caminhada ao ar livre, o sol no rosto, o som do vento ou alguns minutos de respiração consciente têm o poder de nos reorganizar por dentro. A mente acalma, o corpo abranda e a energia começa, aos poucos, a circular com mais suavidade.
O convívio também tem esse efeito. Estar com pessoas que nos fazem sentir seguros, vistos e acolhidos, seja a família de sangue ou a família que escolhemos, nutre-nos de uma forma silenciosa, mas profunda.
A energia cresce quando nos sentimos em casa.
Mas não são só os lugares e as pessoas que moldam a nossa energia. Aquilo que pensamos e sentimos todos os dias pesa ainda mais, porque a qualidade da nossa energia reflete a qualidade do nosso mundo interior. Quando ela parece pesada, é muitas vezes um sinal de que há hábitos, pensamentos ou emoções a pedir cuidado.
É aqui que o autoconhecimento se torna um aliado, não como algo complicado, mas como um regresso à escuta de nós mesmos.
Cuidar da energia começa em coisas simples e possíveis no dia a dia:
Parecem gestos pequenos, mas somam-se e, pouco a pouco, criam espaço para algo maior.
Ainda assim, para que a energia se torne verdadeiramente leve, é preciso ir um pouco mais fundo: observar pensamentos, acolher emoções e compreender quem somos nas várias dimensões: corpo, mente e alma.
Sabes aquelas pessoas que, só pela presença, transmitem tranquilidade?
Não é algo que façam, é algo que são.
Essa energia nasce de uma forma mais consciente de pensar, sentir e viver.
Hoje, enquanto participava nas vindimas em Monção, veio-me uma imagem: a qualidade da nossa energia é como a qualidade da uva para o vinho. Quanto mais cuidada a uva, mais rico e especial é o vinho. Connosco acontece o mesmo. Quando cuidamos da nossa energia interior, tornamo-nos mais disponíveis, mais abertos e mais presentes, e isso deixa um aroma bom à nossa passagem: pensamentos mais claros, emoções mais honestas e uma presença mais verdadeira.
A nossa energia influencia diretamente a saúde.
Os pensamentos que cultivamos orientam o corpo para a harmonia ou para o desequilíbrio.
Vale a pena perguntar:
Que pensamentos ocupam mais espaço na minha mente?
Que emoções estão a ser guardadas no meu corpo?
Cada célula escuta aquilo que sentimos.
Cultivar uma boa energia é um gesto de amor-próprio, uma forma de escolher viver com mais clareza, equilíbrio e vitalidade.
O Dr. Joe Dispenza lembra-nos que:
“Quando alguém muda a sua energia, muda a sua vida.”
E acrescenta que não basta cuidar do corpo físico: se o corpo emocional continuar preso ao passado, a energia volta sempre ao mesmo lugar. Transformar a energia passa também por libertar emoções antigas, dar um novo rumo aos pensamentos e deixar o corpo viver no presente.
A verdadeira renovação pede gentileza. Pede que larguemos, aos poucos, os padrões que já não nos servem e que abramos espaço para uma forma de estar na vida mais leve e mais verdadeira. A energia responde quando nos escutamos.
Se precisares de ajuda para renovar a tua energia e recuperar o equilíbrio, posso ajudar-te.
Com carinho,
Patrícia