Toda a escolha implica uma perda. Para escolher, precisamos de aprender a renunciar, e cada renúncia traz o seu pequeno luto. Há ganhos e perdas o tempo inteiro, e não existe forma de escolher sem deixar algo para trás.
E quem tem muito medo de perder tem dificuldade em abrir mão. E o medo de escolher mal é outro peso para quem se sente indecisa.
A escolha certa não existe à partida, só se revela depois de a vivermos. Ou seja, nunca sabemos ao certo se o que estamos a escolher é certo ou errado, e não há forma de o saber antes. Escolher é, de alguma maneira, uma aposta.
Por isso, em vez de pensares em certo e errado, podes perguntar-te: aquilo que estou a escolher parece levar-me em direção à minha felicidade? A minha felicidade está aqui, nisto que estou a viver? Estou a ir atrás daquilo em que acredito?
Outra dificuldade para decidir é a culpa. Muitas pessoas sentem culpa ao escolher, com receio de magoar ou desapontar os outros, e acabam por esperar que sejam os outros a decidir por elas.
Não precisas de sentir culpa por escolheres algo que, de alguma forma, vai entristecer o outro. Se é a tua verdade, o caminho é vivê-la com respeito por ti e por quem te rodeia. Muita gente confunde isto com egoísmo, mas respeitar o teu caminho não é falta de amor. É honestidade contigo.
Olha para onde estás a ir, num sentido maior. Esta escolha combina com os meus objetivos? Para onde quero ir? Esta decisão vai levar-me até lá?
E pergunta-te ainda: estou a caminhar em direção ao “mais”? Mais saúde, mais paz, mais alegria, mais prosperidade. Mais vida?
A certeza absoluta é difícil de ter, e está tudo bem. Basta uma direção que te faça sentido.
E como diz Paula Castro: “Tu sempre tens escolha. Podes não gostar das alternativas que tens, mas sempre tens escolha.”
Quando deixas de ver cada decisão como um teste que podes falhar e passas a vê-la como um passo em que descobres algo sobre ti, escolher pesa menos. A dúvida faz parte e o medo acompanha-nos, mas, seja qual for o desfecho, ficas sempre com mais do que tinhas antes: mais clareza, mais maturidade, mais proximidade contigo.
E tu, qual é a escolha que estás a adiar?
Se sentires que precisas de ajuda para clarificar essa escolha, vem falar comigo.
Com carinho,
Patrícia