Quando ficar custa

Porque é que ficamos em relações que já não nos fazem bem?

Muitas vezes, sabemos que uma relação já não nos faz bem, ou que já não nos sentimos lá. E, mesmo assim, ficamos.

Talvez a pergunta não seja apenas “porque não consigo sair?”, mas também: “o que é que ainda estou a tentar encontrar aqui?”

 

A criança que ainda procura resposta

Às vezes, não é só o adulto que escolhe. É também a criança que fomos, à procura do amor, do cuidado ou do reconhecimento que lhe faltaram.

Continuamos a procurar numa relação aquilo que ficou por receber lá atrás, e é isso que pode manter-nos tanto tempo num lugar onde já não estamos inteiras.

 

O medo do vazio e da transição

Porém, há outro fator invisível que muitas vezes nos prende: o medo da transição.

Permanecemos onde já não somos felizes porque custa imenso sustentar o período de tempo após a decisão. Aquele espaço sem rede, sem proteção emocional, até conseguirmos construir uma nova estrutura de vida.

Ficar na dor conhecida parece, a curto prazo, mais seguro do que enfrentar o desconforto de reerguer o chão debaixo dos nossos pés.

 

Escolher pela verdade, não pela necessidade

Mas, quando começamos a olhar para isto, tudo muda. Quando percebes o que procuras nessa relação, começas a ver aquilo que antes vivias sem dares por isso. E deixas de escolher só pela necessidade, para passares a escolher com mais verdade.

Por isso, em vez de te perguntares apenas porque ficas, talvez valha a pena perguntar:

  • O que procuro aqui que ainda precisa de cuidado em mim?
  • O que é que estou a ganhar (ou a proteger) ao continuar neste lugar?

 

A leveza de viver em verdade

Quando olhamos com honestidade para o que sentimos, algo se aquieta. Deixamos de gastar tanta energia a evitar o que já sabemos, e deixamos de precisar de nos apagar para manter um vínculo.

Fica então uma pergunta, para levares contigo: quanto estás a pagar para manter esta paz?

Responder a isto com carinho e respeito já é o primeiro passo para começares a cuidar de ti.

 

Queres ajuda para atravessar esta fase?

Se sentes que estás a viver algo assim e precisas de um espaço acolhedor para olhar para o que sentes, podemos fazê-lo juntas.

Com carinho,

Patrícia

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